Par de pés, pasmo.
Não sabe. Parado, fica,
senta, rola e finge.
Morto em raiva. Baba.
Parcas boas mãos
longe em desatino,
passam como tiro.
Fingem sim no não.
Sujo, marca a pedra,
tudo é tão pavor.
Grita por louvor,
em crânio cai a peça.
Desajustamento
como condição.
Pino, pena ou peão,
sem mais, por menos.

6 comentários:
que porra de foto é essa?!
Um retratinho feito a mão, sob medida.
Abraço grande, amigo!
lindezas de poemas, está de parabéns, minha primeira vez aqui e quero voltar sempre. seu blog é muito inspirador, grande abraço.
a foto é pungente, as palavras são sublimes...
Já que ninguém me respondeu comentarei o poema.
A carne pouca da palavra, reproduz o enigma da imagem ancha de significações.
Meu caro, mas que porra de foto é essa?
rsrsrsr
beijão!
Valeu aí o elogio de todos!
Calma, Kadu...
Seleção aleatória... faço coleção de imagens em PB.
A imagem perturba, é fato.
Penso que pra muita gente choca o fato de ser branco, choca o fato de ele estar sentado em um ponto que não está muito claro...
Infelizmente não consegui descobrir o autor da foto.
Mas a pretensão era jogar algo perturbante mesmo, não como apelo, mas é como se o poema fizesse uma descrição.
Valeu!
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