domingo, 24 de julho de 2011

Parafuso




Par de pés, pasmo.
Não sabe. Parado, fica,
senta, rola e finge.
Morto em raiva. Baba.

Parcas boas mãos
longe em desatino,
passam como tiro.
Fingem sim no não.

Sujo, marca a pedra,
tudo é tão pavor.
Grita por louvor,
em crânio cai a peça.

Desajustamento
como condição.
Pino, pena ou peão,
sem mais, por menos.


6 comentários:

Kadu Mauad disse...

que porra de foto é essa?!

Farley Rocha disse...

Um retratinho feito a mão, sob medida.
Abraço grande, amigo!

O Impenetrável disse...

lindezas de poemas, está de parabéns, minha primeira vez aqui e quero voltar sempre. seu blog é muito inspirador, grande abraço.

luciana lucchesi disse...

a foto é pungente, as palavras são sublimes...

Kadu Mauad disse...

Já que ninguém me respondeu comentarei o poema.

A carne pouca da palavra, reproduz o enigma da imagem ancha de significações.

Meu caro, mas que porra de foto é essa?

rsrsrsr

beijão!

Luiz Fernando "Mirabel" disse...

Valeu aí o elogio de todos!

Calma, Kadu...

Seleção aleatória... faço coleção de imagens em PB.


A imagem perturba, é fato.

Penso que pra muita gente choca o fato de ser branco, choca o fato de ele estar sentado em um ponto que não está muito claro...

Infelizmente não consegui descobrir o autor da foto.

Mas a pretensão era jogar algo perturbante mesmo, não como apelo, mas é como se o poema fizesse uma descrição.

Valeu!